Algumas vezes eu fico olhando para o nada. Procurando coisas que nunca irei encontrar — para falar a verdade, eu nem sei muito bem o que procuro. Talvez eu esteja procurando por uma pessoa. Mas que pessoa? É o que me pergunto. Pode ser uma pessoa que saiba me amar. Mas como quero que saibam me amar, se nem mesmo eu sei como fazer isso? […] Talvez eu esteja procurando as palavras certas para explicar o que sinto. Mas aonde estão essas palavras? É o que quero saber […]  Talvez eu esteja procurando respostas — simples e diretas. Mas afinal, quais são as perguntas? […]
Complicado isso. Complicada essa história, eu — sinto que sou incompetente para a vida, incompetente para o entendimento humano. Talvez nem humana eu seja, sou muito diferente do comum. Posso me definir em apenas três palavras: confusa, sensível e boba. Confusa por não entender o que sinto, sensível por me machucar com palavras e boba por confiar nas pessoas […] Pois assim sou eu, uma garota procurando respostas sem nem mesmo saber as perguntas. Espero que um dia eu as encontre, ou aprenda a viver sem elas.